Ainda não estou em mim.

Parece que foi ontem que via o Natal a aproximar-se assim como o dia em que te iria conhecer. E qual criança que espera pelo Pai Natal eu estava ansiosa com o meu melhor presente.

Mas… Tempo, vá lá. Por favor PÁRA. Mas pára já que o meu coração não aguenta a velocidade que lhe imprimes.

Já passaram 12 meses, 365 dias,8. 765,82 horas e muitos muitos segundos desde que te vi pela primeira vez. Desde que te vi e que nunca mais consegui deixar de te ouvir com o coração, de te beijar com os meus olhos, de te cheirar com os meus sentidos.

Hoje escrevo para ti, um dia talvez irás ler. Para ti minha metade, meu outro ser, minha tartaruga comilona, minha bochechas corada, minha girafa gira. O nosso amor maior, o nosso tudo. O nosso, e para sempre, esquilinho.

Jamais esquecerei o dia em que te vi pela primeira vez. O dia em que soube que estavas a crescer dentro de mim. Como foste nomeada “Casperzinho” e assim ficou para sempre. Como ficamos expectantes com o que iria mudar na nossa vida e posso dizer-te que mudou tudo. Aliás, começamos a viver uma vida totalmente nova, diria eu.

Jamais esquecerei o dia em que ouvi o teu coração bater dentro de mim. Como senti ser o momento mais mágico que qualquer mãe pode viver: saber que existem dois corações a pulsar dentro de nós. Que tamanha responsabilidade hã?

Jamais esquecerei de como te acarinhava dentro da barriga, de como falava contigo e tocava no meu umbigo apenas “para te tocar”. Como te fazia cócegas e jurava que tu “viravas as costas para mim”  apenas para me sentires melhor. De como ria e imaginava se irias rir com os olhos como eu. De como todos me diziam que ” não podia tomar banhos de água quente” e eu, que adoro água a escaldar, enfiava-me com o chuveiro a bater nas costas e perguntava-te se tu também gostavas do “quentinho”.

Jamais esquecerei de todas as vezes em que te mexias e queria que parasses e de todas aquelas em que não te mexias e eu entrava em pânico. Até ao dia em que decidiste vir mexer-te para fora de mim e jamais esquecerei a sensação estranha de não saber se tinha começado ou se era apenas eu que me tinha mi…[piiiiii].

Jamais esquecerei aquelas 15 horas. Porque não deixaram que fosse o que eu queria que fosse, porque não foi assim que foi, porque não era assim que era para ser. Jamais esquecerei aqueles dias em que fui tão feliz por te ter e tive tanto medo de te perder.

E as horas, os dias, os meses passaram. Cada dia uma surpresa e uma dificuldade, mas estávamos lá sempre, as duas. E estivemos lá sempre os três. Jamais esquecerei o dia em que o teu pai nos pegou ao colo, em que cozinhou, em que lavou roupa e arrumou fraldas, que me enxugou as lágrimas e me devolveu sorrisos, em que cuidou de ti e de mim.

Torna-mo-nos uma família. A nossa família. E aprendo todos os dias o significado que essa palavra tem. Tentei muito. Todos os dias tento e tentarei ser sempre melhor por ti, por mim e por nós.

Hoje foi o teu dia e eu não podia estar mais feliz por tu seres um bebé tão feliz. E é assim que quero que cresças sempre.

A tua festa fomos nós. Sim nós os 3, estávamos em Angola, longe de família e amigos mas com todos perto no nosso coração. Foi tudo pensado ao pormenor e feito com muito amor e carinho. Feito por nós, querido por nós. E para ti, unicamente para ti.

Confesso que no final deste dia, depois de montarmos, cozinharmos, sujarmos, brincarmos e depois de tu, finalmente, teres adormecido, nós quase caímos os 2. No silêncio da casa e com migalhas por todo o lado ainda tivemos um tempinho para namorar e fazermos a nossa comemoração, quase em versão fast romântica, num jantar onde recapitulamos todo um ano e o que nos fazia felizes, como tu.

No menu que fizemos para ti tivemos croquetes, bolinhas de grão, donuts, muffins e um bolo. Tudo coisas para experimentares texturas, sabores e cores. Tudo sem nada que te fizesse mal.

Não ficou perfeito [também não ajudou termos aqui uma porcaria de forno que para além de ter o termostato queimado, ficou maluco depois de supostamente arranjado]. Foram tentativas mas que valeram por todo o carinho que eu e o teu pai pusemos nelas. Sim, ele é um óptimo masterchef e já começa a ficar rendido às nossas mistelas. Prometo melhorar ao longo dos teus anos. Mas tu pareceste ter gostado, a cada vez que provavas. Provaste tudo e repetiste. E provaste outra vez só para teres a certeza. Mergulhaste de mãos e de cabeça, por vezes.

O menu esse, foi inspirado totalmente no livro da Gabriela Oliveira, com ligeiras adaptações para se adequar aos nossos gostos e aos teus. O bolo foi uma mistura de duas receitas e uma pitada de invenção minha na massa e do teu pai na decoração, tinha de ser.

E ao trincar a vela, os desejos.

Que seja sempre um dia para recordar. Que seja o teu primeiro um de muitos. Que estejamos sempre juntos. Que comas sempre o bolo com as mãos e que sujes o vestido.

Que sejas sempre muito feliz! <3

E nós, estaremos sempre aqui [não é pai? =)].

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Make it easy & be a happy mom!:)