Nestas andanças das substituições, as pizzas marcavam claramente o topo das minhas experimentações!

Não é que eu comesse muito pizza mas existem sempre aqueles sábados à noite ou Domingo ao final do dia em que nos apetece estar a ver filmes e colocar uma pizza no forno que em 20 min está pronta, certo?

O problema da pizza, para além de todas as porcarias que contém as pizzas processadas, era na realidade encontrar uma massa prazerosa de se comer e ao mesmo tempo conseguir reproduzir aquele gostinho da pizza que eu adoro! .

Conheci o estilo de vida Paleo muito antes destas revoluções todas evidentes nas plataformas sociais aparecerem. Ainda nem sequer havia muita informação em Portugal e a que tinha acesso era maioritariamente brasileira ( que diga-se de passagem no que toca a alimentação o Brasil está bem mais à frente que nós!).

Quando entrei em contacto com este estilo de vida, algumas coisas faziam-me sentido  tais como reduzir comidas e farinhas processadas, adoptarmos um estilo de vida o mais aproximado do “natural” possível mas nunca fui fanática nem extremista.

Seja como for, foi num grupo de Facebook chamado Paleo Descomplicado que percebi que a comunidade paleo era bem grande e que existiam portais com receitas e outros benefícios para quem era amante desta dieta e que eram extremamente úteis para quem quer começar e não sabe bem por onde nem o que aqui se defende.

Sejamos nós paleo ou não paleo, defendo que devemos ser saudáveis e comermos o que gostamos e em consciência. Se houver um dia em que queremos comer algo que saia do que consideramos o “saudável”, deveremos fazê-lo com plena consciência dos impactos que isso poderá ou não ter em nós.

O principal é esse trazer ao consciente os reais motivos- #mindfuleating. Tudo o que nos faz mal nunca deveria ser consumido ou então, se o desejo é muito, raras vezes. Não digo que não se coma doces, digo que se deve optar por adoçantes que sejam melhores e mais benéficos que o açúcar refinado. Não digo que não se coma glúten (exceptuando pessoas com intolerâncias ou alergias alimentares), digo que se deve evitar por danos que possam causar na permeabilidade do intestino. Tudo depende de como cada organismo reage a cada alimento. Logicamente se for portador de intolerâncias pode comer de vez em quando (se quiser!) mas se tiver alergias não pode sequer tocar. Se for apenas adepto de um estilo de alimentação restrito vai perceber que opta por não comer as coisas que sente ou acredita que não lhe fazem bem. É simples e não vale a pena complicar.

Acho que talvez agora coma mais do que comia, também porque gosto de experimentar coisas diferentes, mas como com consciência dos produtos que constituem o que estou a comer, tentando sempre optar por melhores substitutos. Não como só saladas ou comida sem graça e sem sabor ( apesar de haver muita gente que me pergunta ” Mas afinal com tanta restrição o que é que tu comes?!?”

Dando um exemplo… Apetece-me massa ” à carbonara”. “Ah e tal não podes porque isso é extremamente calórico e faz pessimamente!” Errado… Pego em massa feita com farinha de lentilhas e de grão de bico e ponho a cozer. Coloco numa frigideira bacon ( sem aditivos e sem açúcar, olhem para os rótulos!) com cebola e cogumelos, posso juntar óleo de coco ou não. Quando estiver pronto acrescento creme de coco. Especiarias aqui e ali e voi lá tenho o meu carbonara que tanto gosto mas com ingredientes que me nutram e promovam o meu bem estar ao invés do contrário.

A minha relação com a comida sempre foi, e acreditem que ainda é, conturbada. Sempre achei que tinha que fazer mil e uma dietas, que me privar de comer o que mais gostava e talvez por isso e por tanta asneirada que fiz quando era adolescente desenvolvi as intolerâncias alimentares que hoje tenho.

As coisas mudaram com o nascimento da minha filha porque eu passei a escolher nutrir-me em vez de me punir. Não deixaram de existir momentos em que não coma demais ou não coma coisas que não devo ou até mesmo não coma emocionalmente (confesso que a TPM dificulta bastante este ponto, normalmente), de qualquer forma tento fazer com que isso não seja o gatilho para a auto punição constante. Deve ser sim o gatilho para que possa estar mais atenta a mim e ao que o meu corpo me diz pois se esses momentos existem têm uma razão e apenas lhe preciso “dar voz”.

Voltando à junk healthy food, eu adora pizza e especialmente a de vegetais ( na altura adorava a do Continente mas foi descontinuada e depois apareceu uma do Lidl igualmente marvilhosa!) e confesso que sempre fora uma das coisas de que mais sentia saudade. Já tentei fazer várias massas mas confesso ainda não ter acertado na minha de eleição…

Esta receita no entanto, encontrei no site Paleo XXI e apenas adaptei às nossas necessidades. Lá existem várias opções mas escolhi esta por conter trigo sarraceno.

Apesar da pizza ser de trigo sarraceno não se iludam, este “parente” nada tem a ver com o verdadeiro trigo e na verdade não é um grão mas sim uma semente altamente nutritiva. Se o comermos cru tem um sabor ligeiro e suave, mas torrado ou cozinhado apresenta um sabor muito idêntico à noz e um pouco amargo. Esta semente pode inclusive ser substituto de arroz, cozida para fazer papas com frutas, etc. É bastante versátil e depois de provarmos o seu sabor cozido ou torrado conseguimos perceber onde o seu sabor se encaixa melhor. Este trigo é também uma poderosíssima fonte de proteína vegetal e contém em si 12 aminoácidos, excelente opção para grávidas, mulheres a amamentar e para bebés em crescimento!

Para mim o senão da receita é que a massa fica com um sabor intenso ao trigo sarraceno e pode haver quem não goste tanto. Para além disso é uma pizza para se comer na hora pois no dia seguinte ja nao tem tanta piada.

Mas voltemos ao assunto e pizza é pizza certo? E se é para comer pizza que seja de forma saudável e prazerosa! 🙂 Por isso mesmo partilho com vocês esta que fiz e que espero que faça as delícias de um belo serão de filmes!

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Easy to make, easy to eat!:)

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Pizza de Cogumelos e Rúcula
Esta base de pizza ainda não é a minha preferida mas lá irei chegar. De qualquer forma serve como uma base e é super simples e rápida de se fazer.
Cozinha Paleo, Vegan
Tempo Preparação 20 min
Tempo Cozedura 15 min
Doses
1 pessoa
Ingredientes
Cozinha Paleo, Vegan
Tempo Preparação 20 min
Tempo Cozedura 15 min
Doses
1 pessoa
Ingredientes
Instruções de preparação
  1. Em primeiro lugar faço o ovo de linhaça juntando a uma colher de sopa de linhaça moída na hora, 3 colheres de sopa de água. Deixo repousar.
  2. Peneiro as farinhas e junto tudo com o fermento, o sal.
  3. Junto o ovo de linhaça e lentamente a água morna e o azeite, envolvendo a massa com as mãos até ficar homogénea e consistente. Deixar repousar por 30 min para levedar.
  4. Após levedar, esticar a massa em papel vegetal, fazer furinhos com um garfo em toda a superfície e levar ao forno a 180º por cerca de 10/15 min.
  5. Retirar a massa do forno, espalhar o molho de tomate, o queijo ralado e cobrir com os vegetais a gosto, oregãos, pimenta e mais queijoooo!
  6. Colocar no forno até o queijo derreter. Depois de sair do forno, colocar a rúcula e DE-VO-RAR!
Recipe Notes

Para fazer a pizza de vegetais costumo usar vegetais assados congelados. Confiram sempre os rótulos porque já tive surpresas bem desagradáveis. Eu utilizo a mistura que não traz batata adicionada.